O artesanato feito em palha de trigo é uma marca da bela região montanhosa situada no Meio-oeste de Santa Catarina. A técnica dessa produção artesanal foi resgatada pelo Projeto Tranças da Terra, nascido da necessidade de encontrar uma atividade que identificasse a região e gerasse renda para as comunidades rurais. Lançado em 2005, o projeto transcorreu em tempo recorde e alcançou resultados esperados em termos econômicos, sociais e ambientais.

O projeto reúne 22 artesãos e 11 produtores de trigo envolvendo mais de 50 pessoas do Meio Oeste de Santa Catarina que, de forma associativa e em rede, desenvolvem um trabalho artesanal a partir da palha de trigo respeitando as raízes culturais da região. E mantem a essência do desenvolvimento, levando em conta a sustentabilidade social, econômica, ecológica, territorial, cultural e os princípios do comércio justo.

A idéia nasceu de um projeto de iniciação científica na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) de Joaçaba e a partir daí com o envolvimento do SEBRAE, AMMOC e UNOESC o projeto passou a ser estruturado com a metodologia Gestão Estratégica Orientada para Resultados (GEOR) do SEBRAE.

O projeto proporcionou capacitação em gestão administrativa, financeira, mercado e consultoria em design de produto, onde foram desenvolvidos mais de 30 produtos para as coleções Cores da Terra, Flores da Terra, Curvas da Terra, Coleção Interiores e Coleção Flor de Menina com adereços femininos. São: chapéus, sportas (sacolas), sousplat, capitéis, porta-vela, trilho de mesa, jogos americanos, bolsas, cesta para pães, linha folhas, luminária de mesa, luminária flores, centro de mesa bromélia, cesta flores, revisteiro, mandala, flores para arranjo, colares, adorno de bolsa, prendedor de cabelo...

A estrutura do projeto é composta por um núcleo administrativo, cinco oficinas de produção, dois núcleos de produtores de matéria prima e três campos experimentais.


Em tempo recorde

Desde a implantação do projeto várias etapas foram cumpridas, tais como: articulação de parceiros, mobilização e adesão de artesãos, criação da marca Tranças da Terra, prospecção de mercado,realização de oficinas técnicas e capacitação nas áreas de gestão e associativismo, pesquisas e desenvolvimento de novos produtos, formalização da Associação de Artesanato Tranças da Terra, apresentação dos produtos à comunidade local e regional, elaboração do plano estratégico de marketing da Associação de artesanato Tranças da Terra, implantação da Loja Tranças da Terra, capacitação e consultoria empresarial, consultoria tecnológica e acesso ao mercado. Com estas etapas o projeto prevê aumentar o volume de produção, o número de clientes ativos e atingir um faturamento base por mês, buscar outros pontos e canais de venda dos produtos e implantar o comércio eletrônico.


Prêmios e reconhecimento


Seleção Rede Globo São Paulo, em 2012 a emissora selecionou o Tranças da Terra para gravação do Programa Ação Comunitária, transmissão sábado as 7h30 da manhã;

Prêmio House e Gift de design, considerado o "Oscar" do design brasileiro, em 2011 foi premiado com a Luminária Flores;

Prêmio Planeta Casa, em 2011 ficou entre os dez finalistas na categoria ação social (concorreu com mais de 400 inscritos, segundo informação da organização planeta casa);

Programa Caixa de Apoio ao Artesanato Brasileiro - em 2009, selecionado através da Caixa Econômica Federal (CEF) para o programa;

Prêmio Planeta Casa – em 2008, na categoria Ação Social – uma ação pioneira da revista Casa Claudia;

Prêmio FINEP - em 2008 foi a terceira colocada região Sul na categoria Tecnologia Social;

Prêmio SEBRAE TOP 100 de Artesanato - em 2008 entre as três unidades selecionadas, ficando em primeiro lugar no Estado obtendo a melhor pontuação;

Prêmio SEBRAE TOP 100 de Artesanato - em 2006 ficou entre as cinco unidades selecionadas em Santa Catarina;

Prêmio House e Gift de design, em 2006, premiado com a Cesta Flores na categoria Artesanato Regional;

Prêmio FINEP na categoria Inovação Social em 2006 2º Lugar.


Histórico / Curiosidade

A região do meio-oeste catarinense foi considerada a "Capital do Trigo" na década de 50. A região montanhosa com baixas temperaturas era ideal para o plantio do cereal e fora colonizada por imigrantes italianos e alemães. O artesanato feito em palha de trigo era uma tradição responsável pela produção de chapéus e 'sportas' (palavra italiana que significa sacolas), usados principalmente nas plantações e nas idas à cidade para compras. Com a mudança da fronteira agrícola para o Paraná e a mecanização da agricultura, ocorridas no final dos anos 60, a cultura do trigo na região foi praticamente desativada e o artesanato em palha de trigo se restringiu a poucas comunidades de agricultores, que prosseguiram cultivando o cereal nos moldes tradicionais, sem uso de máquinas.


Informações:
www.trancasdaterra.com.br
E-mail: trancasdaterra@trancasdaterra.com.br
Telefone: 49 3521-3981 / 9971-8107
Associação de Artesanato Tranças da Terra
Tereza Borela Bittencourt Kummer – Diretora Executiva | Comercial
Gessi Cozza – Artesã | Presidente